domingo, 27 de maio de 2018

Por que te amo tanto?

Se tu encontras em mim
Mil razões para amar
E de ainda estar aqui
Como não poderei em ti
Muito mais eu encontrar?
Se tu és vida e paixão
Preenches meu coração
Dá-me motivo para estar
De um fogo intenso arder
Como poderia não ter
Mil vezes um milhão
De razões para te amar?
Eu não conto nos dedos
Nem grãos de areia que há
Os motivos pelos quais
Eu tenho para te amar.
Estrelas no céu, nem gotas
da vastidão desse mar
Não são suficientes
Nem nunca serão para dar
Os motivos que tenho
E terei para te amar.
Simplesmente não digo
Nem palavras consigo
Usar para explicar
Quais são os inúmeros,
Infintos e incontáveis
Motivos que tenho
Para te amar!
Só sei que amo e vivo
Cada dia esta quimera
Ao teu lado quem me dera
Pudesse eu manifestar
Que todo dia encontro
Um novo motivo e pronto,
Cá estou eu a te amar!


domingo, 20 de maio de 2018

Poesias Campeãs do Concurso

Estas são as poesias campeãs do I Concurso de Poesias do Redigir é Fundamental, ocorrido entre alunos de 8º e 9º anos no dia 16 de maio de 2018.


O incomparável amor de mãe
(Yury Kenney - TURMA 1)

Das coisas que Deus criou,
a que mais amo é você.
Carinhosa de todas as maneiras,
aquele seu jeitinho de ser.
E digo com muito orgulho,
sem medo no coração,
Você é a melhor mãe do mundo,
nem te comparação.

Agradeço a Deus por ter 
uma mãe como você.
Aquela mãe coruja,
que todos queriam ter.
E peço muito obrigado 
por tudo o que você fez.
Me deu comida e amor,
todos merecem sua vez.

E agradeço também,
por minha educação.
Coisa que está em falta,
hoje na população.
Também pelos meus estudos 
que hoje posso usufruir.
É claro, sou menino esperto,
pois fiz o Redigir.

Linda mãe, eu te amo,
podes bem acreditar.
Até porque todo filho 
sua mãe deve valorizar.
E obrigado mais uma vez,
espero um dia manifestar
Por tudo o que você fez
que eu possa recompensar.


Amor e mente 
(Laisa Magalhães - TURMA 2)

Quando teu sorriso reflete em minha mente 
Meu coração te ama incondicionalmente 
Quem me dera voltar para casa eventualmente 
E assim matar essa saudade simultaneamente 

Meu amor por ti é um doce veemente 
Como um sorvete em um dia mormente 
Meu amor por ti é azedo consequentemente
Como um limão instintivamente 

A distância nos separa inconscientemente 
Meu coração chora inconsolavelmente
Com a consciência de que provavelmente 
Tenhas colocado outra em meu lugar deliberadamente 

Mas tenho esperança premente 
Tu podes não ter me esquecido definitivamente 
E quando nós retomarmos absolutamente 
Eu vou te amar ainda mais incontrolavelmente


quarta-feira, 16 de maio de 2018

Poesia Colaborativa (Turma 2)

Proposta de produção poética colaborativa com criação de harmonia musical, obra da 
TURMA 2 do "Curso Redigir é Fundamental", em 16 de maio de 2018.



DOM DA VIDA

Viver é um dom celestial
Aproveitemos cada momento
Amando de forma especial
Valorizando todo sentimento

Devemos continuar sorrindo
Em meio a tantas dificuldades
Com fé em Deus sempre seguindo
Superando as adversidades

Entusiasmo, paz e alegria
Seja constante o fervor
Sorriso no lábio dia a dia
Espalhando ao mundo o amor.


terça-feira, 15 de maio de 2018

Poesia Colaborativa (Turma 1)

Proposta de produção poética colaborativa com criação de harmonia musical, obra da
TURMA 1 do "Curso Redigir é Fundamental", em 16 de maio de 2018.


TERRITÓRIO DO AMOR

Coração é terra sem dono
Todos entram e saem
Mesmo com todo abandono
Sentimentos nos traem

Preenchido de flores belas
É como um jardim a cuidar
Com gotas de amor singelas
Devemos sempre cultivar

Encontrei o meu par ideal
Desejo-o sem comparação
Troux-me um amor especial
Ocupa agora o meu coração



quinta-feira, 3 de maio de 2018

Mal incurável


Era ocasião de um fim de tarde numa véspera de fim de semana. Meu subconsciente martirizava-me com questionamentos que não me cabiam resolvê-los. Pus-me a folhear páginas de revistas quaisquer assentado muito silenciosamente no banco de uma praça. Nos labirintos de meu cérebro corriam lembranças de condições, situações, frases, ações e gestos do passado que há muito me causaram profunda dor. Porém, meu coração gritava aos berros com máxima perspicácia que é preciso ter paciência. 

Ali mesmo, compenetrado em meus afazeres psicológicos, deparei-me com a imagem de duas jovens garotas vestidas com fardamento escolar e portando às mãos seus materiais. Na condição de homem velho em que me encontro, já nem esperava que algum gesto de gentileza dali se manifestasse. Para minha surpresa, as jovens moças educadamente se ofereceram a fazer-me companhia. Tive receio de que aquela cena soasse desagradável para uma sociedade que em tudo vê maldades, mas aceitei cordialmente. 

A princípio as garotas me fizeram muitas perguntas sobre constituição familiar, vida profissional, conhecimento de mundo e outras tantas mais. Comecei a adentrar naquele papo, percebendo que elas manifestavam grande interesse no que eu dizia. Até que chegaram ao ponto crucial de minhas aflições mentais. Uma delas – com aparência de quem experimentara uma relação amorosa mais profunda – afirmou que a colega ao lado sofria horrores pela situação de um intenso bem-querer e sentia-se possessa de ciúmes. Ri com largo riso frouxo. Suspirei com farto baforejo. Tremi com delicado disfarce. 

Arrematei que o amor é a mais linda dádiva proporcionada ao frágil organismo humano; que isso exigia de nós renúncias e valores os quais muitas vezes fogem de nosso domínio. Vi um leve semblante de alívio sob o olhar da garota tímida e pacata que me olhava com magistral admiração. Por fim, ambas questionaram-me sobre o que fazer diante de tal situação e eu, moderadamente, fiz questão de citar o memorável Miguel de Cervantes, dizendo-lhes: “Quando tal enfermidade (o ciúme) domina a alma enamorada, não existe ponderação que a sossegue, nem remédio que a possa curar”. 

Abraçaram-me timidamente e retiraram-se desconsoladas. Tornei a ler! 

terça-feira, 1 de maio de 2018

Meu pecado



"Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em covardes."

(Abraham Lincoln)

domingo, 29 de abril de 2018

Trôpego


Caminhava a passos trôpegos por uma alameda de terra batida cercada por uma vegetação rasteira em pleno crepúsculo de um dia qualquer. Havia uma energia de solidão e obscuridade no ar. Desmedido, contava para mim mesmo o quanto a aflição de meus pensamentos inquietam o espírito e agem sorrateiros dentro do meu cérebro, processando aquilo que é bom e o que eu nem se é. Enfim... Estava lá mergulhado naquele silêncio observando certos detalhes absolutamente sem sentido quando, de súbito, ela me aparece num vislumbre incomum. Era dádiva de beleza e contemplação, manifestação viva da própria poesia da alma. Surgiu lentamente e trouxe consigo uma possessividade de vibrações. O peito calou, a boca emudeceu, o corpo refletiu, o clima revirou. Bateu-me um medo inicialmente, mas ali mesmo fui capaz de me doar como jamais havia feito. Então caí fundo, atendi ao seu chamado. Ela a mim nada correspondia, mas emanou seu raio de luz que me fez transcender o que dentro em mim se acumulava. Forças eu já nem tinha mais para resistir. Pus-me a deleitar meus embrejados olhos para ela até que de mim desaparecesse também solitária e eu apenas clamei seu nome naquela que foi a única palavra balbuciada de meus lábios: LUA. 

sábado, 28 de abril de 2018

CRAWLING (Rastejando)

(Chester Bennington - Linkin Park)

Rastejando em minha pele
Essas feridas que não irão se curar
O medo é o que me derruba
Confundindo o que é real

Há algo dentro de mim
Que puxa abaixo da superfície
Consumindo, confundindo
Temo que esta falta de auto-controle nunca acabe
Controlando, eu não pareço
Me encontrar de novo
Minhas paredes estão se fechando
Sem um senso de confiança
E estou convencido
De que há muita pressão para eu aguentar
Eu me senti desse jeito antes, tão inseguro

Rastejando dentro da minha pele
Essas feridas não irão se curar
O medo é o que me derruba
Confundindo o que é real

O desconforto se depositou em mim eternamente
Distraindo, reagindo
Eu fico contra minha vontade ao lado do meu próprio reflexo
É assustador como parece que não consigo
Me encontrar de novo
Minhas paredes estão se fechando
Sem um senso de confiança
E estou convencido
De que há muita pressão para eu aguentar
Eu me senti desse jeito antes, tão inseguro

Rastejando dentro da minha pele
Essas feridas não irão se curar
O medo é o que me derruba
Confundindo o que é real

terça-feira, 24 de abril de 2018

Flor e Ser

Fotografia gentilmente feita por Sharlene Dias

Seja reto, plano, longo o querer
Intenso, único, forte o fervor
Deseja e rega com todo amor
Aquilo que em ti há de florescer. 

Cultivas no solo da tua emoção
O adubo aplicado neste terreno
Que faz germinar e florescendo
Enriquece o jardim do teu coração.

Deixai que a flor do alvorecer
Desabroche imune ao raiar do dia
Espalhe ao mundo sua alegria
Natural como há de acontecer

Se na respiração, da flor lembrar
E sentir o aroma que dela expande
Abre do peito, a coisa é grande
Permita-se ser, viver. Deixe estar!

domingo, 8 de abril de 2018

Emudeço e só

Há instantes na vida que nos furtam a capacidade das palavras, sejam momentos de entusiasmo ou de frustração. Elas simplesmente desaparecem ou são incapazes de nos fazer manifestar aquilo de que o nosso coração está cheio. Por vezes até queremos esboçar alguma reação impensada mediante o uso de alguma sentença, mas ela nem assim será capaz de denotar o que de fato nos acomete. Para tanto, mesmo frente às circunstâncias que se desenrolam, eu emudeço e só!

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Cada um...

Cada um sabe as dificuldades que enfrenta.
Cada um carrega consigo a fé que o move.
Cada um escapa dos espinhos como pode.
Cada um floresce onde lhe haja terreno.

Cada um reage como achar que convém.
Cada um acredita naquilo que quer crer.
Cada um espera do outro o quanto pode.
Cada um faz dos desafios a sua guerra.

Cada um compreende o quanto puder.
Cada um expõe sua visão dos fatos.
Cada um vê que nada é como deveria.
Cada um, na verdade, com seu cada um.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Divindade

Fotografia feita por Patrícia Ferreira

Uma das mais belas dádivas divinas, dom de contemplação e encantamento, remédio para a alma, é a veneração de um belo Pôr do Sol. Deus ali se manifesta em sua imensidão no repousar da luz vibrante penetrando a profundidade do horizonte crepuscular. A beleza com que se manifestam os primeiros sinais da noite é digna de grandes representações artísticas nas mais diversas vertentes. O sensível coração que sabe reconhecer esta graça celestial inevitavelmente se comove com a formosura de tão bela visão. O aflito pensamento se acalma; a alma inquieta se alegra; o olhar entristecido brilha na euforia deste dom; o corpo paralisa frente à intensidade e lentidão com que se põe o Astro Rei. Indistintamente esta é uma graça que alcança a todos, todavia a poesia escrita pelo próprio Arquiteto do Universo nem sempre recebe as condecorações necessárias. Quem nunca parou o carro na estrada, interrompeu sua caminhada, impactou-se quando visualiza um majestoso sol poente? É divindade dada gratuitamente à criação humana para que ali se perceba que dias difíceis vêm, atravessam seu curso natural e se escondem ou desaparecem para a calmaria de ventos brandos e aconchegantes noites. E assim se faz o eterno fluxo do nosso viver: de renovação!

domingo, 11 de março de 2018

Traços Faciais

Os cortes singulares de tua alva face
Como rio caudal que percorre o estirão
Realçam a suprema formosura e então
Enaltecem o sorriso que é marca peculiar.
São detalhes importantes deste enlace
Porque delicado como o mais fino traço
São a razão para tamanho embaraço
A tecitura das maçãs, dom de venerar.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Lavando a Alma

Numa noite de extrema monotonia, pela falta de uma hábil ocupação que me inteirasse o pensamento, fui vítima de um fluxo de memórias bem intensas. Coisas das quais nunca nem ocorreram, coisas das quais eu nem sei de onde vieram. Mas não era uma decisão minha, simplesmente apareceram de vez, sem pedir permissão. Decidi, em meio a este emaranhado de juízos de valor, tomar um caprichado banho. Nas primeiras gotas a cair, pus-me a sentar no chão e ali mesmo fui transportado a um outro universo de pensamentos. O som da água a se derramar sobre mim fez com que eu pudesse visitar lugares distantes, solitários e muito bonitos. A água que ligeiramente escorria de todas as formas colocou-me numa energia instantaneamente positiva, senti-me imerso num mundo que não era meu. Os olhos fechados e uma luminosidade radiante brilhava diante de mim. Ao abri-los senti o inverso, vi novamente a escuridão de um mau momento meu. Tornei a submergir. Pensei muito, calei a voz do coração, sosseguei a alma agora bem lavada e assim segui o curso das coisas rotineiramente. Um suspiro ofegante e demorado findou este transcendental momento. Jorrou de meu interior o lacrimejar de uma nova água, mas rabiscado pelos sorriso que outrora fluiu. Foi ápice, foi 'cale-se', foi incrível. Simplesmente foi...

sábado, 17 de fevereiro de 2018

"De Hino a gente entende!"

Aconteceu numa rotineira manhã de sábado letivo em uma sala de Ensino Médio. Aquela aula de Gramática nos propunha um estudo sobre a Introdução à Sintaxe. Numa ocasião de análise sobre a ordenação lógica de termos numa frase, resolvi utilizar como exemplo os versos iniciais do Hino Nacional Brasileiro. Até aí nada demais! A minha surpresa inicial foi a de quase a totalidade da sala cantava o hino sem ao menos entender o que aqueles versos refletiam. Na sequência, sugeri aos alunos que usassem de suas capacidades de interpretação e me dissessem a que referência faz a palavra 'Ipiranga' no início da canção. Um dos estimados alunos respondeu ser referência ao famoso "Posto Ipiranga" tão aclamado pela mídia. Um outro ainda mais esperto disse-me tratar do rio onde Pedro Álvares Cabral havia proclamado a independência do Brasil. Nesse momento eu só não infartei porque Deus me sustentou. Mas ri, inevitavelmente. Na continuação de nosso debate, para findar, perguntei à turma que figura de linguagem está presente no trecho inicial em evidência, ao passo em que um espertinho questionou o colega ao lado: "Como se chama aquele negócio dos animais?". O outro retruca não saber e ele mesmo conclui: "Ah, é uma fábula! Professor, o hino nacional é uma fábula". Que linda reflexão deste garoto. Se a fábula se utiliza de animais como personagens e o hino faz menção à exaltação de nossa pátria por nós brasileiros, então pode-se concluir que somos todos animais. Que menino sabido! O que seria da arte de educar sem estes momentos de bom humor!

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

O Belo


“Quando se der a ocorrência de belos traços da alma que correspondam e se harmonizem com um exterior impecável, por participarem do mesmo modelo fundamental, não constituirá isso o mais belo espetáculo para quem tiver olhos de ver?”

(Platão)

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Solitária Mente


A mente que processa a realidade
E fantasia o irreal deliberadamente
Sofre as amarguras do pensamento
Atrofia-se no que tem conhecimento
Martiriza-se no pensar negativamente.

Isolado numa solidão de veracidade
Alegoriza na cabeça quase geralmente
A dificuldade de entronizar um momento
Que lhe alivie o fluxo de pensamento
Nas memórias de uma solitária mente.

CURSO REDIGIR IGUATU

CURSO REDIGIR IGUATU
Curso específico de Língua Portuguesa e Redação para ENEM, concursos e outros vestibulares.