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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Orações Coordenadas por Romantismo


Período Composto por Coordenação é todo enunciado linguístico de sentido completo formado por orações que se coordenam entre si, ou seja, que se organizam dentro da estrutura da frase, mas não há relação sintática entre elas. As Orações Coordenadas são independentes e se agrupam em assindéticas (desprovidas de conectivos) e sindéticas (introduzidas por conectivos).

1. Oraç. Coord. Assindética
- "Olhamo-nos a primeira vez, / sentimos algo incomum, / os olhos se embebeceram de emoção, / o coração não mediu esforços, / o corpo inteiro resplandeceu."

2. Oraç. Coord. Sindéticas 
a) Aditivas (indicam soma, acréscimo de ideias) 
- "De ti eu me encanto / e em ti eu me entrego!"
- "Não só quero fazê-la feliz / como hei de conseguir." 

b) Adversativas (indicam oposição, contrariedade)
- "Milhões de motivos tenho para partir, / mas mesmo assim resolvi ficar."
- "Quis dar-te minha vida, / todavia acabei por dar meu mundo inteiro!"

c) Alternativas (indicam opção, escolha)
- "Seja em dias bons, / seja em dias ruins, / não deixarei de te amar!"
- "Ora deslizava os dedos em seus cabelos, / ora acariciava o rosto com delicadeza."

d) Conclusivas (indicam conclusão, finalização)
- "Nunca fui para ti causa de decepção, / portanto deves ter por mim confiança!"
- "Desafios já enfrentamos, / então devíamos fortalecer um ao outro!"

e) Explicativas (indicam explicação, justificativa)
- "Coração é uma terra sem dono, / pois dele não temos domínio."
- "Eu te amo, / porque és para mim muito especial."

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Acentos Gráficos em Nomes Próprios de Pessoas

Pâmela e Pamela são a mesma coisa? Cícero e Cicero também? Sérgio e Sergio, André e Andre, Márcio Régis e Marcio Regis... Aparentemente, a ausência do acento gráfico pode não representar nenhum equívoco, mas há um sério risco de algum desavisado pronunciar estes nomes de modo que o seu portador venha a sofrer certo constrangimento. Eu mesmo já vivi isso na própria pele. Pessoas que me corrigiram durante a chamada da frequência escolar por terem seus nomes pronunciados errados.

A falta de acento, em certas ocasiões, proporciona uma pronúncia literal da palavra e isso pode ser um contratempo para a boa convivência (sem exageros). Certa vez, numa relação de frequência havia o nome "Jose Maria" (nome de mulher) pronunciado por mim tal como estava escrito, mas na verdade seu dono era o "José Maria" (nome de homem)... Inevitavelmente, seus colegas de sala deram a maior risada da situação. Eu unicamente tive de pedir desculpas e consertar meu erro. 

Todavia, surge a grande questão: nomes próprios de pessoas precisam ser acentuados como as outras palavras da língua? Para o Formulário Ortográfico de 1943 "os nomes próprios personativos, locativos e de qualquer natureza, sendo portugueses ou aportuguesados, estão sujeitos às mesmas regras estabelecidas para os nomes comuns." Ainda hoje é comum vermos pessoas que justificam a ausência do acento gráfico pelo fato de não constar no Registro de Nascimento. Mas o bom conhecedor da língua reconhecerá a oportunidade de usá-lo convenientemente sem precisar alterar seus documentos. Basta apenas que, por decisão própria e boa vontade, o acento passe a fazer parte de sua rotina e que isso seja corrigido nas situações em que se julgar necessário.

Pelas regras de acentuação da língua portuguesa, recebem acento os seguintes nomes e sobrenomes de acordo com suas devidas regras:

Arnô, José, Eloá, Barnabé, Filó, Inês, Tomás, Antônio, Célio, Márcio, Ambrósia, Cármen, Sílvia, Lívia, Angélica, Quinderé, Teófilo, Aírton, Josué, Vítor, Vinícius, Bárbara, Antônio, Letícia, Getúlio, Cândida, Cássia, Fábio, Luís, Patrícia, Maurício, César, Rogério, Émerson, Dênis, Ânderson, Júlia, Natália, Ângela, Taís, Débora, Jéssica, Cecília, Janaína, Cíntia, Érica, Júnior, Lígio, Nádia,  Betânia, Araújo, Casé, Félix, Aníbal, Flávio, Dóris, Anísia, Marília, Flávia, Custódio, Cléber, Espártaco, Ezaú, Gerlânia, Élen, André, Mônica, Rômulo, Tainá, Piancó, Facó, Sá, Alcântara, Queirós, Uchôa, Palácio   e muitos outros nomes próprios de nossa língua.

A cada um cabe a decisão de usar seu nome corretamente, de acordo com os preceitos gramaticais, ou continuar utilizando da forma como foram registrados. A sugestão foi lançada...

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Dicas de Interpretação Textual


Em muitas provas de língua portuguesa, ou em quase todas elas, a interpretação de texto é fundamental para um entendimento eficiente dos quesitos de cada questão. Na verdade, a interpretação é um requisito importante para o entendimento de toda a prova e não apenas das questões de português. Isso é evidente principalmente no ENEM, que aborda imagens, tirinhas, letras de canções, notícias, opiniões etc, e uma leitura atenta e criteriosa fará com que o candidato tenha um excelente desempenho na leitura e análise dos diferentes textos.
Eis aqui algumas dicas que podem facilitar seu raciocínio nas questões de interpretação textual.

01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá até o fim, ininterruptamente;
03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo menos umas três vezes ou mais;
04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;
05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
06. Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor;
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compreensão;
08. Identificar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto correspondente;
09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
10. Cuidado com os vocábulos: destoa, não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu;
11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais exata ou a mais completa;
12. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fundamento de lógica objetiva;
13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;
14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta, mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto;
15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta;
16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor, definindo o tema e a mensagem;
17. O autor defende ideias e você deve percebê-las;
18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos na interpretação do texto. Ex.: Ele morreu de fome.
de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização do fato (= morte de "ele").
Ex.: Ele morreu faminto.
faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava quando morreu.;
19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as ideias estão coordenadas entre si;
20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado.

CURSO REDIGIR IGUATU

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Curso específico de Língua Portuguesa e Redação para ENEM, concursos e outros vestibulares.