Mostrando postagens com marcador Homenagens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Homenagens. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de junho de 2018

Querido grande amor


Iguatu – Ce, 28 de maio de 2018. 

Querido grande amor, 

Faz algum tempo que não nos vemos, desde então posso afirmar que um turbilhão de emoções me invade constantemente fazendo-me muitas vezes sucumbir. Sei que sou culpada por diversas coisas, inclusive por nunca ter dito o quão extraordinário você era antes de me deixar. É, eu poderia ter te falado, mas como muitos decido abrir meu coração tarde demais. 

Agora, com lágrimas nos olhos, que vez ou outra deixo escorrer por minha face, venho por meio desta carta pôr um ponto final neste assunto que parece interminável. Eu poderia citar todas as suas características, poderia relembrar a profundidade dos nossos momentos juntos e te homenagear de todas as formas possíveis, mas infelizmente isso não te traria de volta, então mais uma vez caminhos diferentes serão traçados e a sua ausência mesmo que involuntariamente desaparecerá pouco a pouco. 

Desculpe-me, mas logo esquecerei seu cheiro e esse peso que paira sobre mim se transformará apenas em mais um vazio, esta sombra que me persegue logo irá virar um fantasma, intocável, parado no tempo, e essa carta que jamais chegará ao seu destinatário ocupará um pequeno espaço no fundo da minha gaveta. Eu te amo, mas você precisa saber que o esquecimento é de certa forma inevitável. 

Com amor.

(Carta produzida como proposta de redação para turma de 1º ano do ensino médio pela aluna Fernanda Vitória, do Colégio Pólos, em 28 de maio de 2018)

sábado, 28 de abril de 2018

CRAWLING (Rastejando)

(Chester Bennington - Linkin Park)

Rastejando em minha pele
Essas feridas que não irão se curar
O medo é o que me derruba
Confundindo o que é real

Há algo dentro de mim
Que puxa abaixo da superfície
Consumindo, confundindo
Temo que esta falta de auto-controle nunca acabe
Controlando, eu não pareço
Me encontrar de novo
Minhas paredes estão se fechando
Sem um senso de confiança
E estou convencido
De que há muita pressão para eu aguentar
Eu me senti desse jeito antes, tão inseguro

Rastejando dentro da minha pele
Essas feridas não irão se curar
O medo é o que me derruba
Confundindo o que é real

O desconforto se depositou em mim eternamente
Distraindo, reagindo
Eu fico contra minha vontade ao lado do meu próprio reflexo
É assustador como parece que não consigo
Me encontrar de novo
Minhas paredes estão se fechando
Sem um senso de confiança
E estou convencido
De que há muita pressão para eu aguentar
Eu me senti desse jeito antes, tão inseguro

Rastejando dentro da minha pele
Essas feridas não irão se curar
O medo é o que me derruba
Confundindo o que é real

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

De repente 33

A maior dádiva do ser humano é celebrar o dom da vida a cada novo amanhecer. Mas esse 16 de novembro é sempre muito especial para mim, dia de agradecer a Deus por tudo que em minha vida tem feito de forma tão dedicada. Obrigado, Senhor, pela graça de celebrar meus 33 anos de idade de forma saudável e ao lado das pessoas que tanto amo. Obrigado de todo coração.




domingo, 15 de outubro de 2017

Dia do Professor

O professor carrega consigo a missão de transmitir o conhecimento necessário para que sonhos e aspirações sejam realizados. Essa missão é graça divina e eu sou extremamente agradecido a Deus pelo que faço.

domingo, 17 de setembro de 2017

Árvores



Árvores são sábias porque tudo suportam sem manifestar a menor ingratidão! Nós é que somos injustos por não notá-las e por não lhes dar a devida dedicação que merecem. O que seria de nossas vidas se não fossem algumas bravas guerreiras resistentes do tempo e das intempéries de um clima tão covarde? Obrigado, árvores, pelo acolhimento gratuito e pelos afagos de tuas sombras. 
Além de tudo que para nós representam, deixam-nos uma maravilhosa lição de moral: frente aos desafios do dia a dia, à indiferença das pessoas, às turbulências que nos afrontam, é o teu silêncio que nos inspira a superar tudo com ousadia e determinação. Feliz do homem que sabe ser árvore e feliz da árvore que tem para si a dedicação deste homem.

domingo, 27 de agosto de 2017

Na dor, o amor!



Para: Claudízio de Paula e Isabel Alencar




Sua história de vida é inspiradora 
Pelo desafio que Deus te confiou, 
Por enfrentar de forma motivadora, 
Pela fé como com a agonia lidou. 
Pela maneira como consegue tratar 
Dos reveses que existem na vida 
A tua família é muito querida 
Em ti Deus resolveu se revelar. 

Essa tua dedicação e entusiasmo 
Diante de cada desafio a surgir 
Deixa o mais fraco homem pasmo 
Quando dedicado começa a ouvir 
O relato de um pai firme a amar 
Mesmo nos reveses que há na vida 
Mas tua família é muito querida. 

Em ti Deus resolveu se manifestar. 
O teu filho é amado por todos nós 
É especial e renasceu pelo amor 
Talento que nos encanta pela voz 
Dom que o Pai Celeste não calou 
E por longas datas ela vai ecoar 
Apesar dos reveses que há na vida 
Mas tua família é muito querida 
Em Claudizinho a força de Deus está.

domingo, 13 de agosto de 2017

Benditos sejam os pais


Benditos sejam os nossos pais por tudo aquilo que representam em nossas vidas; pela força e encorajamento que nos dispensam ao longo de nossa formação intelectual e cidadã; pelo companheirismo e cumplicidade nas mais difíceis situações; pela determinação com que trabalham para o suprimento de nossas necessidades; pela maturidade com que guiam os passos da família que construíram. Benditos sejam em cada novo dia, em cada fio de cabelo que cai ou branco se torna; em cada sorriso que a nós é dedicado gratuitamente. Benditos sejam pela presença constante ou pela saudosa ausência. Que a Paternidade divina agracie com bênçãos de saúde e paz todos os papais do mundo! 

domingo, 1 de maio de 2016

Amo-te


O seu cheiro me fascina
Minha princesa encantada
Seu olhar desestrutura
Sua alma é muito pura
Amo-te e mais nada!

Seu sorriso é tão belo
Minha filha tão amada
Você é encantadora
Alegre e sonhadora
Amo-te e mais nada!

Quão feliz tu me fazes
Ó criança abençoada
Tua vida modificou
Teu pai se apaixonou
Amo-te e mais nada!

A Deus minha gratidão
Por tua vida iluminada
Por seres tão maravilhosa
Minha filha carinhosa
Amo-te e mais nada!

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Chico Fumaça


Minha infância foi marcada por muitos momentos maravilhosos. Tive o prazer de desfrutar de todas as alegrias que aquela nobre década de 1990 me proporcionou, tais como: soltar pipa descalço pelo meio da rua; jogar futebol num campinho de terra em um dia de chuva; subir em árvores para encher os bolsos de seus frutos; derramar uma grande sacola de pequenos brinquedos no quintal de casa com meu irmão; sentar até altas horas da madrugada na calçada com os amigos; e tantas outras vivências ainda inesquecíveis na memória.

Porém, nestes últimos dias pude reviver uma forte lembrança de minha tenra juventude e isso me traz à tona a figura ilustre de meu pai. Todos os finais de semana ele sentava-se em sua cadeira de balanço no cantinho da calçada para fazer suas inspiradoras leituras. Eu ficava sempre em suas imediações observando-o tão concentrado em suas atividades. Aquilo me inspirava. Meu pai e eu sempre fomos apaixonados por aviões, de preferência os maiores, e este encantamento por aeronaves ainda hoje é visível em nós.

Fielmente, todas as tardes de sábado, um imenso avião cruzava o céu de nossa cidade espalhando pelo ar seus rastros de fumaça. Eu achava aquilo incrível e imediatamente me punha a imaginar pilotando aquele imenso pássaro de ferro. Meu pai tinha um binóculo preto que deixava sempre por perto para quando o avião passasse. Ainda hoje sinto sua voz forte ecoando em meus ouvidos gritando para mim, que estava distraído com minhas brincadeiras: "Lincoln! Lá se vem o Chico Fumaça..." Não havia mais nada que me prendesse a atenção, a não ser nosso fiel "Chico Fumaça". 

Ali mesmo na calçada nos colocávamos a observar a aeronave cruzando o céu vagarosamente, deixando para trás um grande risco de fumaça pelo ar. Pegávamos o velho binóculo e alternadamente tentávamos ver detalhes do avião. Aquilo era fantástico. Muitos sonhos passavam em nossas cabeças, havia diálogos permeados de uma linda ingenuidade infantil com a maturidade de um bom pai. E juntos espreitávamos nosso estimado Chico até o fim de seu percurso.

Ao desaparecer, o avião deixava em nós uma inquietude para saber de onde vinha e para onde estava indo. Mas estas dúvidas eram vagas... Na verdade, esse não era nosso real interesse. O "Chico Fumaça" dava-nos a convivência, a surrealidade, o imaginário pueril e isso verdadeiramente foi muito bom. Eu estava sempre alerta para observar o céu e avisá-lo, e ele fazia sempre a mesma coisa. Com nosso binóculo, com os nossos sonhos, com os diálogos, com o "Chico Fumaça" víamos e vivemos momentos maravilhosos!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

A Lei da Palmada

(Texto produzido por ocasião de um seminário sobre a Lei da Palmada em Março de 2014)

Autores:
Marcos Leandro de Matos e Matheus Leandro de Matos - Colégio Pólos de Iguatu.

Vamos falar agora de uma lei
De graças, é excelente
Acaba com a palmada
E atormenta o adolescente
E orienta as crianças 
De uma maneira diferente.

A lei da palmada é direcionada
Pra proibir a violência e humilhação
Protegendo a criança e o jovem
De todo tipo de agressão
E punindo os agressores
Responsáveis por qualquer judiação.

Essa lei diverge de opiniões
Desde sua formação
Às vezes leva o adolescente
Para uma discreta omissão
Pois todo jovem precisa
De uma firme educação

Ficava em cima da mesa
Na escola a palmatória
E todos temiam na sala
Ela gravou forte na memória
Mas todo aluno reclamava
A dor que ela causava
Imprimindo a sua história.

Vamos encerrar este cordel
Com muita satisfação
Agradecendo ao professor Lincoln
Por sua orientação
Que nos ensina todo dia
Trabalhando com alegria
E com muita dedicação.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Começo de ano doloroso

É um começo de ano meio amargo, diga-se de passagem. No primeiro dia de 2011 uma ligação por volta das 14:00 horas me dá notícia de um fato que jamais queria ouvir. Um aluno, um jovem, uma criança, um futuro homem de bem deixou-nos aqui na Terra sem termos explicações para o que aconteceu. Mais uma vez a morte pregou-nos uma peça e assim vai fazendo-nos corroer de raiva e revolta quando as coisas não são como esperaríamos que fossem. Talvez Deus tenha a resposta, só não entendi ainda qual será essa tal resposta.

Dói no mais íntimo do nosso coração a sensação de perda e a saudade que nos consome fica abrindo as nossas feridas. Em minhas aulas de redação deste ano já terei mais os belos textos para corrigir e nem a confortante presença de um jovem garoto muito especial da cidade de Icó que deixou-nos quando o mundo inteiro estava alegre. 

Baruk Steves, você agora está em boas mãos.

Saudades.


domingo, 7 de novembro de 2010

O que dizer de uma surpresa desagradável?


O que se pode, então, fazer quando em meio à rotina do cotidiano uma trágica notícia perpassa pelos teus ouvidos e transpassa o teu coração como uma espada afiadíssima? O que pensar, em quem acreditar, como reagir? Enquanto nossos olhos não vêem e comprovam o que de fato acontece, o coração não acredita ou, pelo menos, não quer acreditar. Um fato que parece ser verdade, ao mesmo tempo, parece ser uma tremenda mentira. É humanamente impossível crer num fato tão absurdo e doloroso: a morte! Tem horas que ela amedronta, tem horas que tanto faz! Mas há certos momentos em que ela exagera e pega pesado com a gente. Não devia ser assim, ou pelo menos não era pra ter sido assim tão de repente. Por quê? Ficarei com essa indagação em minha cabeça ainda por muito tempo e não obterei resposta por muito mais tempo ainda. Por que será que alguém de coração tão puro, de tão singela vida, de tão grande afeto teve que experimentar do mais amargo de todos os manjares?

Não deu tempo de dizer tchau, obrigado, fica mais um pouco, eu te amo... A fé me faz acreditar que ainda vai dar tempo de dizer tudo isso e muito mais, mas a realidade parece dizer absolutamente o contrário. A garganta fica com aquela sensação de entalo, os olhos se auto-lubrificam com as lágrimas que teimam em cair. Mas a saudade, essa tal de saudade, é a que mais nos faz sofrer. Ela se infiltra em nossos pensamentos e nos faz recordar tudo o que de melhor vivemos juntos. É muito duro saber que há pessoas que passam em nossas vidas, nos ensinam coisas especiais como a humildade e a simplicidade, e num estalo de dedos já não poderão mais fazer conosco nada do que fizemos anteriormente, a não ser que nos encontremos um dia na casa Daquele que tudo vê e administra bem lá de cima.

Cansei! De tanto pensar nela já me deu uma angústia e depressão. O melhor a fazer é pensar só no que de bom ela fez e deixou como legado de sua passagem na Terra para nós. 
Uma sincera homenagem à professor Nícia. Saudade de você! Te amamos.

CURSO REDIGIR IGUATU

CURSO REDIGIR IGUATU
Curso específico de Língua Portuguesa e Redação para ENEM, concursos e outros vestibulares.